Há uma cena cada vez mais comum dentro das universidades brasileiras: estudantes sentados lado a lado, cada um com o celular nas mãos, enquanto uma aula acontece ao fundo. O professor fala, os slides avançam, trabalhos se acumulam e as notificações continuam chegando. Em poucos segundos, o estudante pode sair de uma explicação sobre uma disciplina para um vídeo de poucos segundos, uma conversa no WhatsApp, uma publicação no Instagram ou uma sequência interminável de conteúdos recomendados pelo algoritmo. Quando percebe, voltou à aula, mas sua atenção já não está completamente ali. Esse cenário não significa que as redes sociais sejam necessariamente inimigas da vida acadêmica. Pelo contrário. Elas mudaram profundamente a maneira como os universitários estudam, se comunicam e constroem oportunidades. Grupos de WhatsApp e Telegram facilitam a comunicação entre colegas, conteúdos educativos circulam pelo Instagram, YouTube e TikTok, professores e pesquisadores compartilham c...
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