Existe uma pergunta que considero necessária quando observamos uma premiação literária como o Wattys, especialmente quando chegamos à categoria destinada às histórias em língua portuguesa: onde está o Brasil dentro da literatura brasileira produzida na plataforma? Não se trata de defender que uma escritora brasileira precise escrever sobre o Brasil para ser considerada brasileira, muito menos de questionar o direito de qualquer autora de ambientar sua história em Nova York, Londres, Paris, Roma ou qualquer outra cidade do mundo. A literatura não precisa de fronteiras e uma escritora pode imaginar universos muito distantes de sua própria realidade. O problema que proponho discutir é outro: quando observamos as histórias que alcançam maior visibilidade, até que ponto estamos diante de uma valorização da diversidade literária ou da repetição de modelos narrativos que já provaram funcionar diante do grande público? Essa diferença é importante porque o Wattys não é apenas uma pr...
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